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Alimentos ricos em ferro que deve conhecer

Conheça vários alimentos ricos em ferro e a quantidade de ferro que deve consumir diariamente.

Atualizado a 23/03/2026

  • O ferro contribui para o transporte de oxigénio no organismo, para o metabolismo energético e para o normal funcionamento do sistema imunitário.
  • Consumir regularmente alimentos ricos em ferro, de origem animal e vegetal, reduz o cansaço e a fadiga, ajudando também a prevenir situações de défice deste mineral.
  • ⁠No Continente, encontra uma grande variedade de alimentos que são fonte de ferro e que o ajudam a manter uma alimentação equilibrada.
A nossa saúde é influenciada por vários fatores, e uma alimentação equilibrada, variada e completa é um deles. O ferro é um nutriente essencial e a sua deficiência é a mais comum do mundo. Por isso, aprofundar o conhecimento sobre este mineral e identificar os alimentos ricos em ferro é essencial.

Descubra quais são os principais alimentos que fornecem ferro e estratégias para melhorar a sua absorção.

O que é o ferro?


O ferro é um mineral essencial ao bom funcionamento do organismo humano, desempenhando papéis determinantes no transporte e armazenamento de oxigénio, no metabolismo energético e no funcionamento normal do sistema imunitário.

Cerca de 70% do ferro presente no organismo encontra‑se integrado na hemoglobina, a proteína dos glóbulos vermelhos responsável por transportar o oxigénio dos pulmões para os tecidos. O restante distribui‑se pela mioglobina (que armazena oxigénio nos músculos) e por diferentes enzimas e proteínas, sendo também armazenado na forma de ferritina para necessidades futuras.

O ferro existe em duas formas:

  • Ferro-heme: Encontra-se em alimentos de origem animal, como carnes magras (coelho, frango, peru), carne vermelha (carne de vaca) e ovo. Esta é a forma mais facilmente absorvida do ferro.
  • Ferro-não heme: Está presente principalmente em alimentos de origem vegetal como leguminosas (feijão branco, manteiga e encarnado, lentilhas e grão de bico) e alguns hortícolas (nabiças, espinafres, acelga e couve) podendo também estar presente em cereais fortificados (cereais de trigo integral tipo "all bran" ou "weetabix"), e alimentos de origem animal.

Quais os benefícios de garantir uma ingestão adequada de ferro?


O ferro é um mineral essencial que contribui para várias funções vitais do organismo. Garantir uma ingestão adequada deste mineral ajuda a manter a energia, o bem‑estar e o equilíbrio do metabolismo. Em resumo, o ferro apoia:

  • A normal função cognitiva;
  • O metabolismo produtor de energia;
  • A formação normal de glóbulos vermelhos e de hemoglobina;
  • O transporte do oxigénio no organismo;
  • O funcionamento do sistema imunitário;
  • ⁠A redução do cansaço e da fadiga;
  • O processo de divisão celular.

Que quantidade de ferro por dia deve consumir?


A quantidade diária de ferro necessária varia consoante a idade, o género e a fase da vida. Alguns grupos têm necessidades naturalmente mais elevadas, como grávidas, mulheres em idade fértil, bebés e crianças em crescimento.

As doses diárias recomendadas aproximadas são:

  • Lactentes (7-11 meses): 11 mg/dia
  • Crianças (1-3 anos): 7 mg/dia
  • Crianças (4-8 anos): 10 mg/dia
  • Crianças (9-13 anos): 8 mg/dia
  • Mulher adolescente (14-18 anos): 15 mg/dia
  • Homem adolescente (14-18 anos): 11 mg/dia
  • Mulher adulta: 16-18 mg/dia
  • Homem adulto: 8 mg/dia
  • Idosos (>51 anos): 8 mg/dia

Nota: É recomendada a suplementação de ferro na gravidez.

Tabela de alimentos com ferro


Seguem‑se alguns dos principais alimentos que são fonte de ferro, organizados por origem animal e origem vegetal, juntamente com o respetivo teor aproximado de ferro por 100 g.

  • Salsa, seca: 42 mg
  • Orégão, seco: 37 mg
  • Algas Nori: 26 mg
  • Lapas cruas: 21 mg
  • Farelo de trigo: 19 mg
  • Flocos de trigo integral tipo “All-Bran Flakes”: 12 mg
  • Vitela, fígado grelhado: 9,8 mg
  • Porco, fígado grelhado: 9,8 mg
  • Ameijoa à Bulhão Pato: 9,3 mg
  • Farinha de aveia: 6,3 mg
  • Vaca, língua estufada: 6,2 mg
  • Castanha de caju torrada, sem sal: 5,7 mg
  • Tremoço, cozido e salgado: 5,5 mg
  • Gérmen de trigo: 5 mg
  • Pinhão, miolo: 4,7 mg
  • Salsa fresca: 3,2 mg
  • Canónigos crus: 3,1 mg
  • Nabiças: 3 mg
  • Sardinha meio gorda conserva em azeite: 3 mg
  • Endívia crua: 2,8 mg
  • Soja cozida sem sal: 2,6 mg
  • Feijão branco, seco, demolhado, cozido: 2,5 mg
  • Espinafres crus: 2,4 mg
  • Camarão cozido: 2,3 mg
  • Atum fresco grelhado: 2,3 mg
  • Lentilhas, secas, demolhadas, cozidas: 2,3 mg
  • Ovo de galinha, estrelado: 2,2 mg
  • Atum fresco cru: 2,2 mg
  • Borrego, perna ou costeleta grelhada: 2,2 mg
  • Vaca, lombo magro assado, sem molho: 2,1 mg
  • Chicharro grelhado: 2,1 mg
  • Grão-de-bico, demolhado, cozido: 2,1 mg
  • Alface: 1,5 mg
  • Brócolos crus: 1,3 mg
  • Couve-galega crua: 1 mg
  • Couve-portuguesa crua: 1 mg
É importante salientar que os valores apresentados correspondem ao teor de ferro por 100 g de alimento. No entanto, a porção habitualmente consumida pode ser bastante inferior ou superior a esta quantidade, dependendo do alimento. Por isso, o contributo real para a ingestão diária de ferro varia de acordo com a quantidade efetivamente ingerida, se é ferro heme ou não-heme e com o tipo de preparação ou acompanhamento.

Como avaliar os níveis de ferro?


A avaliação do ferro no organismo é feita através de análises ao sangue, que permitem medir tanto o ferro circulante como a ferritina, uma proteína que indica as reservas de ferro do corpo.

É possível ter níveis de ferro no sangue dentro do normal, mas ferritina baixa, o que pode sugerir reservas insuficientes para responder às necessidades do organismo.

Alguns grupos podem ter maior risco de défice, como mulheres em idade fértil, vegetarianos, crianças ou pessoas com ingestão insuficiente deste mineral.

Se tiver sintomas frequentes ou pertencer a um destes grupos, é importante consultar um profissional de saúde, que poderá pedir as análises adequadas e interpretar os resultados.

Carência de ferro: o que é e quais os sintomas


A carência de ferro ocorre quando o organismo não dispõe de ferro suficiente para produzir hemoglobina e outras proteínas essenciais ao transporte de oxigénio e ao metabolismo energético. Quando esta situação se prolonga, pode evoluir para anemia por deficiência de ferro, que compromete a oxigenação dos tecidos e afeta a vitalidade e o bem‑estar diário.

A que sinais devemos estar atentos?

  • Cansaço e fadiga persistentes, mesmo após descanso adequado;
  • Palidez da pele e das mucosas (lábios, gengivas, unhas);
  • Dificuldade de concentração, tonturas ou dores de cabeça;
  • Palpitações ou sensação de batimentos acelerados;
  • Queda de cabelo, unhas frágeis ou quebradiças;
  • Alterações gastrointestinais, como digestão lenta ou obstipação.

Se estes sintomas forem frequentes, é importante consultar um profissional de saúde para avaliação clínica adequada, realização de análises sanguíneas e orientação da abordagem mais adequada.

Como aumentar a absorção de ferro?


A absorção de ferro depende não só da sua forma (heme vs. não‑heme), mas também dos alimentos e bebidas que acompanham a refeição.

  • Combinar com vitamina C: A vitamina C aumenta a absorção do ferro.
  • Evitar consumir cálcio em simultâneo: O cálcio reduz a absorção de ferro (heme e não‑heme), por isso deve ser evitado na mesma refeição que refeições que tenham fontes ou sejam ricas em ferro, sobretudo para quem tem maior risco de défice.
  • Evitar combinar com bebidas/alimentos com cafeína: A absorção do ferro diminui quando é ingerido em simultâneo com bebidas com cafeína como café, chá, refrigerantes ou chocolate. Prefira consumir 1-2 horas antes ou depois.
  • Evitar medicamentos antiácidos perto das refeições: Os antiácidos e medicamentos que reduzem a acidez gástrica (ex.: omeprazol) também condicionam a absorção do ferro.
  • Reduzir teor de fitatos: Os fitatos presentes nas leguminosas, na soja e nos frutos oleaginosos podem diminuir a absorção do ferro não‑heme. Adote técnicas culinárias que ajudem a reduzir o seu teor e, assim, melhorar a disponibilidade do ferro presente nos alimentos.
  • Combinar diferentes fontes de ferro: Inclua diferentes fontes de ferro da sua alimentação, heme e/ou não-heme nas suas refeições diárias, principais e intercalares.
  • Garantir uma alimentação completa, variada e equilibrada: A riboflavina (vitamina B2) e a vitamina A contribuem para o normal metabolismo do ferro, e o cobre contribui para o transporte normal do ferro no organismo, reforçando a importância de uma alimentação variada. A carne ou peixe (min 50 g) contribuem para a melhoria da absorção de ferro quando ingeridos com outros alimentos contendo ferro não-heme.

Continente, tudo para uma saúde de ferro


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Perguntas frequentes sobre alimentos ricos em ferro


Se tem dúvidas sobre o ferro e como incluí-lo na sua dieta, veja as respostas às perguntas mais comuns sobre este mineral.

Quais os principais alimentos ricos em ferro?


Os alimentos que fornecem ferro incluem opções de origem animal (como carne, peixe, marisco, fígado e ovos) e de origem vegetal (como leguminosas, frutos oleaginosos, hortícolas de folha verde e cereais fortificados).

Na tabela acima, encontra vários exemplos com o respetivo teor de ferro por 100 g. É importante relembrar que, apesar destes valores serem apresentados por 100 g, a quantidade efetivamente ingerida varia muito de alimento para alimento.

Por exemplo, é comum comer menos de 100 g de frutos oleaginosos, mas mais de 100 g de leguminosas cozidas ou de carne/ peixe numa refeição. Assim, o contributo real destes alimentos para a ingestão diária de ferro depende tanto do teor por 100 g como da porção consumida.

Como aumentar a absorção do ferro?


Para aumentar a absorção do ferro, sobretudo do ferro não‑heme presente em alimentos de origem vegetal, é importante combinar esses alimentos com fontes de vitamina C, como salsa, pimento, laranja, kiwi, morangos ou tomate, já que esta vitamina potencia significativamente a sua absorção.

Deve também evitar consumir café, chá preto, chá verde ou outras bebidas com cafeína durante as refeições, porque a cafeína prejudica a absorção de ferro. Da mesma forma, alimentos ricos em cálcio, como leite, iogurte, kefir ou queijo, devem ser ingeridos noutro momento do dia, pois o cálcio pode interferir com a absorção deste mineral. Técnicas como demolhar e cozinhar bem leguminosas, soja e frutos oleaginosos ajudam a reduzir fitatos, substâncias que também dificultam a absorção do ferro.

Por fim, manter uma alimentação variada e equilibrada também contribui para o metabolismo normal do ferro, já que vitaminas como a riboflavina (B2) e a vitamina A apoiam este processo.

Quem tem maiores necessidades de ferro?


As necessidades de ferro podem ser mais elevadas em determinados momentos da vida.

Mulheres em idade fértil, devido às perdas menstruais, e grávidas, pela maior exigência associada ao desenvolvimento do bebé e ao aumento do volume sanguíneo, têm geralmente necessidades superiores.

Bebés e crianças em crescimento também precisam de mais ferro para acompanhar o rápido desenvolvimento físico e cognitivo, tal como adolescentes, sobretudo do sexo feminino.

Pessoas que seguem alimentação vegetariana ou vegana, cuja alimentação inclui sobretudo ferro não‑heme, podem necessitar de atenção especial à ingestão, já que este tipo de ferro tem menor absorção.

O que acontece se houver carência de ferro?


A carência de ferro pode levar a sintomas como fadiga, cansaço e fadiga frequente, palidez, queda de cabelo, unhas frágeis, tonturas ou maior sensibilidade a infeções. Em casos mais prolongados, pode evoluir para anemia por deficiência de ferro, que afeta a energia e o bem‑estar.

Se estes sinais forem persistentes, é importante procurar aconselhamento de um profissional de saúde.
✅ Este artigo foi revisto pela Equipa de Nutrição do Continente.