Jornada do Herói

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“O desrespeito pelos espaços comuns, deixa-me sensível”

Paula Gomes vive na Maia e trabalha na Sonae MC há 22 anos, os últimos quatro na área de Responsabilidade Social do Continente. “Eu tenho esta preocupação com o ambiente e com o lixo que vemos nas ruas e nos sítios públicos, desde sempre”, explica.  A informação e projetos com que trabalha diariamente comprovam a realidade do impacto ambiental que diversas atividades económicas provocam. Esta aproximação ao tema, fomenta a consciência para o problema e uma “preocupação maior no sentido de preservar o ambiente”. Hoje, não consegue “não reciclar” e já não vai dar o seu passeio sem levar um saco para apanhar o lixo. 

“Deixar o espaço publico como o encontrarmos ou melhor ainda, se possível”

Numa manhã de domingo, Paula Gomes decidiu pôr mãos à obra e contrariar a tendência de poluição que vinha a testemunhar num jardim infantil perto da sua residência. “Alguns jovens vão para lá à noite, só que deixam lá o lixo”, conta.

As “latas, pontas de cigarros e garrafas de bebidas, às vezes partidas”, que encontra neste parque infantil deixam-na desconfortável, sobretudo por ser um espaço dedicado a crianças. “Fui lá num domingo de manhã e estava mesmo bastante sujo, então voltei a casa, peguei num saco do lixo e depois, durante o meu passeio, fui apanhando coisas”, explica a colaboradora da Sonae MC.

Hoje, considera esta ação uma iniciativa espontânea. “Vou ao parque passear, estar um bocadinho ao ar livre, e recolho o lixo que vou vendo”, conta. No final, quando chega a casa, Paula realiza a separação destes produtos. Este processo simples representa para ela o “prazer de poder contribuir” para a sua comunidade. “É uma coisa que me perturba, realmente muito, esta falta de cuidado que as pessoas têm pelos espaços públicos”, diz. “É uma coisa que não custa nada e o jardim fica mais limpo quando saio de lá, a verdade é essa”, completa.

“Faço-o por mim, pelos outros e também para dar o exemplo ao meu filho”

“É importante também consciencializar os outros, apesar de que já todas as pessoas deviam ter essa consciência”. Sempre que está com amigos, e se apercebe que alguém não faz reciclagem, a colaboradora da Sonae MC tenta alertar essa pessoa.

Quando vai passear ao jardim, vai muitas vezes com o filho, que também a acompanha na tarefa da limpeza do espaço. “É uma coisa que ele também gosta muito de fazer, e eu gosto muito que ele me acompanhe e que tenha esta experiência, porque interioriza a questão do cuidado que temos de ter com os espaços comuns”, explica, acrescentado a regra geral para um hábito mais sustentável, neste contexto: “Não estragar, não sujar, e preservar aquilo que é de todos”.

A vontade comum entre a mãe e filho manifestou-se, pela primeira vez, num passeio pela praia no inverno, quando encontraram um saco de plástico na areia e decidiram enchê-lo com o lixo que iam encontrando durante o seu passeio. Paula conta que foi um caso “marcante”, pois apesar de não se tratar de um areal muito grande, em apenas meia hora de passeio chegaram ao fim com um saco completamente cheio de lixo. Este momento, foi o quanto bastou para que Paula e o filho tornassem a limpeza de espaços comuns uma prática habitual nos seus passeios. Para Paula existe, no entanto, uma outra ação que é ainda mais importante: “Não sujar”. “Temos mesmo de fazer a nossa parte”, apela. “É pouquinha, é minúscula, mas contribui”.

 

Tome nota!

O Continente orgulha-se de ter colaboradores que não se conformam com a inevitabilidade da poluição dos espaços e do ambiente. Tal como a Paula, muitos outros encarnam verdadeiros exemplos de altruísmo que inspiram a nossa atividade.

 

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