Março 08, 2018

Alimentação do futuro concilia o regresso às origens com novas tecnologias

A Conferência Portugal Saudável concluiu que o futuro da alimentação vai conjugar o regresso às origens com as novas tecnologias. É também imprescindível promover a literacia alimentar e a conjugação de esforços – governos, empresas, ONG’s e consumidores -, para se alcançarem os objetivos desejados e que passam pela resolução de problemas como a fome, a má nutrição e o desperdício alimentar.

A Conferência destacou igualmente a importância do regresso à terra, a valorização de produtos frescos e sazonais, biológicos e nutricionalmente ricos. Uma mensagem que foi reafirmada por Nick Barnard, autor do livro “Eat Right” e cofundador da empresa “Rude Health”, que, defendendo uma alimentação à antiga, transmitiu a ideia de que “quem come melhor, não precisa de comer tanto”.

Por sua vez, Bertalan Meskó defendeu que a tecnologia deve estar ao serviço das famílias, a favor de uma alimentação mais saudável e mais sustentável, mantendo os padrões sociais e culturais.

Anabela Raymundo apresentou o projeto River Rice Sugar, que desenvolve um subproduto do arroz que não é aproveitado, no caso, um adoçante natural. É evidente a necessidade de poupar o planeta, produzir mais, aproveitar melhor e reduzir desperdícios.

No evento participaram especialistas, investigadores e empresários da alimentação, tais como Adalberto Campos Fernandes, Ministro da Saúde, Paulo Oom, Pediatra, Francisco Goiana, representante da DGS, Francisco Bendrau Sarmento, responsável da FAO em Portugal, Nuno Ferrand, da Universidade do Porto, e Inês Valadas, Administradora da Sonae MC.